terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Mangueira ganha o Estandarte de Ouro de melhor escola; Beija-Flor teve a melhor bateria

    O encantamento de Maria Bethânia no desfile da Mangueira (Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo)

A Estação Primeira de Mangueira ganhou o Estandarte de Ouro de melhor escola do Grupo Especial. A verde e rosa, que encerrou os desfiles, levou para a Sapucaí o enredo "Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá". O enredo autoral foi desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, estreante no Grupo Especial. O Estandarte de Ouro é o tradicional prêmio de O Globo que coroa os destaques do carnaval.

O desfile da verde e rosa, que explorou a religiosidade da homenageada, foi dividido em seis setores: "cabeça feita num candomblé de Ketu", "Bethânia: dos orixás e dos santos de altar", "Um Brasil guardado na voz, um Brasil na opinião", "Celebrando a obra musical da abelha rainha", "Mangueira apresenta 'o palco' de Maria Bethânia", "Santo Amaro e o céu de lona em verde e rosa". Foram 28 alas e seis alegorias. A filha de Dona Canô veio no último carro, o do circo, vestida por Gilda Midani.

Dona de 18 títulos, o último campeonato conquistado pela verde e rosa foi em 2002, com o enredo "Brasil com Z é pra cabra da pesté, Brasil com S é nação do Nordeste". Presidida por Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, a Verde e Rosa busca a reabilitação. Em 2015, a agremiação ficou em décimo lugar cantando as mulheres brasileiras.

COMISSÃO DE FRENTE

A Salgueiro ganhou o Estandarte de a melhor comissão de frente (foto: Antonio Scorza/O Globo)

O Salgueiro ganhou o Estandarte de comissão de frente, composta por malandros, damas da noite e um Exu. Foi uma das poucas que não utilizou tripé. Cada uma das três saias das damas comportava uma bailarina e um técnico, responsável por fazer a estrutura evoluir na pista. As saias eram equipadas com luzes de Led e soltavam fumaça na Sapucaí.

O responsável pela ala, Hélio Bejani, ficou emocionado com o prêmio. “Foram oito meses desde a ideia até a concepção e cinco meses de ensaio direto. Uma das nossas grandes ousadias foi fazer todo o trabalho da comissão no chão, sem tripé. Além disso, a gente também teve muito trabalho para fazer um novo tipo de malandro, mais contemporâneo, além, claro, de essa questão de ter uma pessoa deitada praticamente dentro de cada saia”, disse.

MESTRE-SALA

Phelipe Lemos, da Vila Isabel, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor mestre-sala do Grupo Especial. Aos 26 anos, Lemos desfila no Carnaval carioca desde 1998, quando estreou pela Acadêmicos do Cubango. Como mestre-sala, foi revelado justamente pela Vila Isabel, onde ocupou o posto em 2009 e 2010. Entre 2011 e 2015, desfilou pela imperatriz - levando o Estandarte em 2013 e 2014.

“É muita emoção ser premiado justamente no ano em que retorno para a escola que me projetou. Ainda não consigo acreditar. Acho que o desfile desse ano foi mágico. A crise, que parecia ser algo ruim, acabou fazendo com que todos trabalhassem ainda mais e deixassem a festa mais bonita”,  diz.

PORTA-BANDEIRA

Marcela Alves, do Salgueiro, ganhou o Estandarte de melhor Porta-bandeira (Foto: Marcelo Carnaval/O Globo)

Marcella Alves, do Salgueiro, foi escolhida a melhor porta-bandeira. Ela estava fantasiada de rainha dos mendigos. Com 23 anos de Marquês de Sapucaí, é a terceira vez que ela vence a premiação. A primeira vez foi 2001, também pelo Salgueiro, quando tinha apenas 17 anos. Em 2013, venceu pela Mangueira.

“O desfile desse ano foi muito leve. Dava para sentir que todos os integrantes da escola estavam muito satisfeitos em estar ali. Depois dessa felicidade de levar o Estandarte, agora sigo confiante na possibilidade de levarmos o título”,  afirma.

SAMBA-ENREDO

A Portela ganhou o Estandarte de Ouro de melhor samba-enredo do Grupo Especial. De acordo com a comissão julgadora, os motivos foram a letra, a melodia e o efeito que provocou no público na avenida. A escola levou para a Sapucaí o enredo "O voo da Águia Portela, em 2016, nos conduzirá a lugares distantes, uma viagem sem fim que atravessa a história da humanidade". O samba-enredo é de composição de Samir Trindade, Wanderley Monteiro, Elson Ramires, Lopita 77, D-Menor e Edmar Jr.

PUXADOR DE SAMBA

Ito Melodia, União da Ilha do Governador, ganhou o Estandarte de melhor puxador (Foto: Guito Moreto/O Globo)

Ito Melodia, da União da Ilha do Governador, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor puxador de samba. A escola da Zona Norte levou para a Sapucaí o enredo que tinha como pano de fundo as Olimpíadas deste ano.

O músico, um veterano da avenida, levou o prêmio pela quinta vez. Como puxador, ele venceu também em 2010 e 2011, pela União da Ilha do Governador. Além disso, dois sambas de sua composição foram premiados com o Estandarte no Grupo A: em 2002 (Unidos da Ponte) e 2010 (Império da Tijuca).

“Enfrentamos uma luta muito grande para conseguir fazer um desfile de alto nível. É uma honra muito grande ter o trabalho reconhecido”, diz Melodia.

BATERIA

     Beija-Flor de Nilópolis ganhou o Estandarte de melhor bateria (Foto: Antonio Scorza/O Globo)

Pela primeira vez desde a criação do prêmio, a Beija-Flor teve a melhor bateria do Grupo Especial. A atual campeã do carnaval entrou na Marquês de Sapucaí com um enredo que conta a história de Cândido José de Araújo Viana. A escola usou o fato de que o Marquês de Sapucaí nasceu em Minas Gerais para erguer uma onda dourada na avenida que, por mero acaso, tem o nome dele. Cerca de metade da escola veio folheada a ouro, num luxo que lembrou a escola dos primeiros tempos de Joãosinho Trinta.

“Este prêmio é fruto de muito trabalho. Já faz um tempo que apostamos na prata da casa. Hoje, quase toda a bateria da Beija Flor é oriunda do projeto social da escola. São garotos do município. Isso é um grande diferencial”, diz mestre Rodnei, que comanda a bateria ao lado do mestre Plínio.

A bateria contou com a participação de músicos da Orquestra Maré do Amanhã. Antes de entrar na Avenida, a bateria fez um esquenta e lembrou o enredo sobre Guiné Equatorial, que venceu em 2015 o carnaval.

PASSISTA FEMININA

Amanda Mattos, da Mangueira, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor passista feminina.

PASSISTA MASCULINO

Jonatan, da São Clemente, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor passista masculino.

ALA DE PASSISTA

A Vila Isabel ganhou o Estandarte de Ouro de melhor ala de passistas do Grupo Especial.

ENREDO

O Salgueiro ganhou o Estandarte de melhor enredo (Foto: Hermes de Paula/O Globo)

O Salgueiro ganhou o Estandarte de Ouro de melhor enredo do Grupo Especial. A escola levou para a Sapucaí o universo da malandragem, uma ópera clássica dividida em atos ao longo do desfile, desde o lado romântico dos cabarés à filosofia de botequim.

ALA

O Estandarte de melhor ala foi para "Cariocas são dourados", da União da Ilha do Governador (Foto: Guito Moreto/O Globo)

"Cariocas são dourados", da União da Ilha do Governador, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor ala. Ela retratava personagens do Rio, como vendedor de mate, motorista de van, vendedor de picolé, entre outros.

REVELAÇÃO

Carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira, posa em frente a Santa Bárbara, na Cidade do Samba (Foto: Ana Branco) 

A revelação do Grupo Especial foi Leandro Vieira, carnavalesco que estreou na Mangueira. Com 31 anos, teve a missão de clocar na avenida o desfile em homenagem a Maria Bethânia.

PERSONALIDADE

Monarco ganhou o Estandarte de Ouro de personalidade do Grupo Especial (Foto: Guilherme Leporace/Agência O Globo)

Monarco, na Portela, foi a personalidade do Carnaval deste ano.

ALA DAS BAIANAS

A Estácio ganhou o Estandarte de Ouro de melhor ala das baianas do Grupo Especial (Foto: Gabriel de Paiva/O Globo)

A Estácio ganhou o Estandarte de Ouro de melhor ala das baianas do Grupo Especial. As baianas representaram o sincretismo de São Jorge com o orixá Ogum, cultuado pelos negros escravos que trabalhavam com ferro e fogo, nos idos do século XVII.

O tradicional prêmio do Jornal O GLOBO é apresentado pela Riotur, com patrocínio do Banco do Brasil, Sky, apoio de Prezunic, Barra Shopping e Itaipava. (Com informações do Jornal O Globo).

"Arrastão" desta terça-feira com Paredão do Bodim promete ser maior que o de domingo passado

Deputado Souza com Israel Dantas, o "Bodim do Paredão", no "arrastão" de domingo (Foto: Evandson Bernardo) 

Nesta terça-feira, 9, haverá mais um “arrastão” no circuito praia-centro, o último do Carnaval 2016 de Areia Branca. Nos moldes dos anteriores, a concentração na praia de Upanema começa a partir do meio-dia, sendo que os preparativos para a saída começam às 16h, conforme a organização do evento.

Atração do Carnaval deste ano, em Areia Branca, o Paredão do Bodim, a carreta mais famosa do Brasil, vem com um repertório repleto de grandes sucessos que marcaram outros carnavais e da atualidade.

Conforme os organizadores, a expectativa para este último “arrastão” do Carnaval, hoje, é muito grande, considerando que o número de pessoas deverá ser bem superior ao primeiro, realizado no domingo, 7.

Para o realizador do Carnaval de Areia Branca deste ano, com apoio de amigos, deputado estadual Manoel Cunha Neto, “Souza” (PHS), mais importante que a folia que já é uma marca registrada na cidade, é o clima de tranquilidade que vem predominando desde quando iniciou a maratona de folia no município. “Graças a Deus o Carnaval está terminando como começou, com índice zero de violência”, comentou o parlamentar ao elogiar a postura do folião diante da grandiosidade que foi o “arrastão” do domingo e a festa do bloco “A Soma Dá Mais de 300”, ontem, 8.

Para hoje, promessa de praia lotada e “arrastão” gigantesco, transformando o circuito praia-centro num autêntico “formigueiro humano”. 

Bloco "A Soma Dá Mais de 300" supera expectativa e leva multidão recorde às ruas de Areia Branca

Concentração do bloco "A Soma", no Largo da Praça da Conceição  

Se alguém tinha dúvida sobre a grandiosidade do bloco "A Soma Dá Mais de 300", essa foi desfeita no Carnaval deste ano, quando levou às ruas uma multidão incalculável, considerada a maior em quase duas décadas de existência do bloco.

O que se viu nas ruas de Areia Branca na tarde/noite desta segunda-feira, 8, foi algo impressionante. A multidão começou a chegar no Largo da Praça da Conceição por volta das 16h. Levando para o lado carnavalesco, era como se tivessem abertos os portões de uma fábrica de horror, colocando nas ruas figuras bizarras, com pinturas e fantasias inimagináveis. Isso faz “A Soma” ser um bloco diferente, que na segunda-feira de Carnaval atrai amantes da folia e simpatizantes de todos os recantos do RN e estados vizinhos.

Tentação para todos os gostos

Ao contrário dos anos anteriores, hoje o bloco não contou com a presença de trio elétrico com orquestra de frevo. Mas para compensar, contou com a animação do Paredão do Bodim, a carreta mais famosa do Brasil.

Com seus potentes equipamentos, o paredão supriu todas as necessidades de som para o estirão de pessoas que se posicionou atrás da carreta. Essa questão do som sempre foi um problema e motivo de muitas reclamações dos foliões do bloco “A Soma”, já que aqueles que ficavam da metade para o final do “arrastão” não ouvia praticamente nada.

Figuras estranhas chamaram a atenção na concentração do bloco 

Iniciativa do deputado estadual Manoel Cunha Neto, “Souza” (PHS), em parceria com o empresário Medeiros Maia e outros amigos, o Paredão do Bodim foi a sensação do bloco “A Soma” este ano. Quem não foi perdeu o maior e mais animado Carnaval do bloco “A Soma Dá Mais de 300”. Foi um espetáculo!

Confira flagrantes do que rolou na concentração do bloco "A Soma", nesta segunda-feira.


Fotos: Do Blog 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Desfile e escolha da Rainha das Kengas 2016 movimentou o Carnaval de Natal, no Centro Histórico

"Desportista de A a Z", a Rainha das Kengas 2016 (Foto: Reprodução/Tribuna do Norte)

Há 33 anos as Kengas animam os foliões no Carnaval de Natal e ontem, 7, não foi diferente. Centenas de pessoas foram até o Polo do Centro Histórico para prestigiar o desfile e escolha da Rainha das Kengas de 2016. A festa começou com o cantor Dudu Galvão que colocou todo mundo para dançar. Famílias inteiras fantasiadas, kengas luxuosas e outras mais simples formaram o público que prestigiou o desfile deste ano, tudo em um clima de paz, alegria e tranquilidade.

Kengas luxuosas e outras mais simples formaram o público que prestigiou o desfile

A missão de comandar o tradicional desfile das Kengas foi das artistas Jarita e Shakira. Já os jurados tiveram a difícil tarefa de escolher a Rainha das Kengas dentre as 40 candidatas que participaram da competição. E quem ganhou o título foi a Desportista de A a Z. Vestida com um macacão prateado e um acessório que remetia às Olimpíadas,  que este ano acontece no Rio de Janeiro, ela ganhou a preferência da comissão julgadora. Além da escolha das Kengas, o domingo também corou a bailarina Roseane Oliveira, como Princesa dos Artistas.

                             Desfile das Kengas é uma tradição no Carnaval da capital potiguar

"Essa é a primeira vez que eu participo do Desfile das Kengas. Eu já esperava ganhar porque eu me preparei para isso. Escolhi essa fantasia para homenagear as Olimpíadas que acontece este ano no Rio e porque também sou desportista. Então, nada mais justo fazer uma homenagem", disse a Rainha das Kengas 2016, que junto com o título ganhou o prêmio de um salário mínimo em dinheiro.

Kengas ainda tiveram pique para percorrer as ruas do Centro Histórico

O prefeito Carlos Eduardo (PDT) assistiu a todo o desfile, que já é uma tradição do Carnaval de Natal. "O Carnaval de Natal voltou e voltou com tudo. Estamos vivendo uma festa maravilhosa e o Desfile das Kenga só vem abrilhantar ainda mais a nossa festa. Lula Belmont, mais uma vez está de parabéns", disse o prefeito.

Baby do Brasil

Baby do Brasil cantou seus grandes sucessos durante o show  

Depois que anunciarem a Kenga 2016, o palco foi todo da Baby do Brasil, que cantou sucessos do tempo dos Novos Bahianos com a participação de Paulinho Boca de Cantor. Canções como Menino do Rio, Tudo Azul, Cósmica, Todo dia era dia de índio, Um Auê com Você, entre outras, estiveram no repertório apresentado no show. Ao final do show de Baby do Brasil, as kengas ainda tiveram pique para percorrer as ruas do Centro Histórico.

Programação desta segunda-feira, 8, do Carnaval Multicultural 2016 de Natal

Polo Ponta Negra

Segunda-feira - 8/2
21h - Orquestra Velhos Carnavais
23h - Elba Ramalho

Polo Redinha

Palco Cruzeiro
20h - Laryssa Costa

Palco Buiú

21h - Kelly Wange e Banda
23h - Cavaleiros do Forró

Polo Rocas

Segunda-feira – 8/2
19h – Laryssa Costa

Polo Ribeira

Segunda-feira – 8/2
19h – A.R.E.S Ferro e Aço
20h10 – G.R.E.S Grande do Norte
21h20 - G.R.E.S Imperatriz Alecrinense
22h30 - G.R.E.S Asas de Ouro
23h40 – A.R.C.C Balanço do Morro
0h50 - G.R.E.S Malandros do Samba

Fotos: Márlio Forte

Tradicional e irreverente Bloco dos Raparigueiros leva às ruas de Brasília cerca de 150 mil pessoas

Bloco leva multidão às ruas da capital federal 

Bloco dos Raparigueiros foi fundado em 1992, com 20 componentes com objetivo de integrar os amigos com espírito carnavalesco. Desde então o bloco foi crescendo, as pessoas foram simpatizando com o nome, as brincadeiras, a distribuição de bebidas e principalmente com a folia nas ruas de Brasília (DF). O bloco até então desconhecido, começou com poucos componentes, mas nem por isso deixou de levar alegria por onde passava.

A cada ano que se passava o bloco foi conseguindo mais adesões e simpatia do público. Todos os anos o bloco traz estampado em suas camisetas temas polêmicos, com muita irreverência, que desperta muita atenção da sociedade.

Bloco tem hoje 24 anos de sucesso e tradição

O bloco já faz parte da tradição e do calendário carnavalesco de Brasília, é considerado uma das maiores atrações do Carnaval , hoje com 24 anos de sucesso e tradição, com estrutura de bloco grande da Bahia com a característica de axé, 2 trios sendo para uma banda e outro de apoio com bar, banheiros, camarote vip e sistema de segurança com cordão de isolamento.

Ontem, 7, o bloco atraiu um público estimado entre 100 mil e 150 mil pessoas, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF).

Fotos: Breno Fortes e Bernardo Bittar

Bloco "A Soma Dá Mais de 300" sairá nesta segunda-feira com animação do Paredão do Bodim

Todos os anos "A Soma" leva multidão às ruas da cidade (Foto: Afrânio Mesquita/Arquivo)

Lá se vão 17 anos desde que o mais irreverente bloco carnavalesco de Areia Branca saiu pela primeira vez levando às ruas muita animação e a alegria contagiante dos seus poucos integrantes (eram cerca de 15, 20 pessoas), na época. Não demorou muito para o bloco conquistar uma legião de foliões locais e de outras cidades e estados brasileiros que anualmente acorrem a esta cidade para brincar um Carnaval diferente.

O bloco "A Soma Dá Mais de 300" é um exemplo de superação. Meio a altos e baixos prevaleceu a máxima que o Carnaval quem faz é o povo. Por isso, é a maior festa popular do Brasil.

Nesta segunda-feira, 8, “A Soma” estará nas ruas mais uma vez. A concentração será a partir das 16h, no Largo da Praça da Conceição. O bloco não tem abadá, cada um brinca do jeito que estiver ou quiser, a única regra é abusar da criatividade.

Este ano o bloco correu sérios riscos de não sair, por falta de alguns apoios que vinha recebendo nos anos anteriores. A “força” que faltava para “A Soma” ir às ruas, hoje, veio do deputado estadual Manoel Cunha Neto, “Souza” (PHS), que em parceria com o empresário Medeiros Mais e outros amigos trouxe para animar o Carnaval 2016 de Areia Branca a grandiosa estrutura de som automotivo, Paredão do Bodim, que arrasta multidão por onde passa.

A carreta de Bodim do Paredão puxou o primeiro grande “arrastão” deste Carnaval ontem, 7, da praia de Upanema para o centro da cidade. Nesta segunda-feira, o deputado Souza garante a estrutura sonora no bloco “A Soma”, animando os milhares de foliões que são esperados nas tarde/noite de hoje.

O Paredão do Bodim fará o “arrastão” desta terça-feira, 9, no circuito praia-centro. Este é o segundo ano que a carreta vem a Areia Branca, já que em 2015, também animou o Carnaval local por iniciativa do deputado Souza e outros apoiadores.

Origem do nome

Concentração dos foliões no Largo da Praça da Conceição começa cedo (Foto: Jair Silva) 

A origem do nome "A Soma Dá Mais de 300" é, de fato, bem interessante. Em 1999, Areia Branca vivia o auge dos barzinhos e próximo à Praça da Conceição sempre existiram bons ambientes para o lazer.

A lojista Neide Melo, uma das fundadoras do bloco "A Soma", estava com outras amigas numa mesa na calçada de uma pizzaria, quando um jovem bastante conhecido na cidade, de nome Jean Carlos (já falecido) que estava sentado, bebericando numa outra mesa, próximo a elas, gritou de lá: "Somando aí, dá mais de 300". Ele se referia ao somatório das idades das ocupantes da mesa.

A brincadeira pegou, pois dias depois, com o advento do Carnaval, Neide Melo, Jeane Araújo, Rejane Melo, Doralice Melo, entre outras amigas, resolveram criar o bloco "A Soma Dá Mais de 300", que no primeiro ano saiu com uma média de 20 pessoas, tendo como fantasia camisetas onde cada uma delas colocou a respectiva idade.

Pronto. Estava oficializada a criação do mais alegre e divertido bloco carnavalesco da cidade e da região, que costuma levar às ruas entre 8 mil e 10 mil pessoas. 

Homenageando Marquês de Sapucaí, Beija-Flor tenta bicampeonato do Carnaval do Rio

Tradicional escola de samba de Nilópolis tenta mais um título

A Beija-Flor foi campeã em 2015 cercada de muita polêmica com o seu enredo sobre a Guiné Equatorial. Para o Carnaval 2016, a azul e branca de Nilópolis optou por um homenageado menos polêmico: Cândido José de Araújo Viana, o marquês de Sapucaí.

O enredo "Mineirinho Genial! Nova Lima – Cidade Natal. Marquês de Sapucaí - O Poeta Imortal" contou a história do político que deu nome à passarela do samba carioca, que foi ministro da Fazenda e da Justiça do Império, Conselheiro de Estado, deputado, Presidente de Província e senador.

Atriz Cláudia Raia comemorou 30 anos desfilando pela Beija-Flor

Sem patrocinadores, a escola ainda assim entregou um desfile cheio de brilho e luxo mesmo com fantasias mais leves, menos plumas e abusando de materiais alternativos. Mas o enredo de pouco apelo popular não chegou a empolgar o público.

Personagens já históricos do Carnaval carioca, a porta-bandeira Selminha Sorriso e o mestre-sala Claudinho foram muito aplaudidos ao evoluírem em frente aos setores 12 e 13, os últimos do sambódromo. Os dois já somam 25 anos de parceria. "É uma forma de reconhecimento para o público. Cada ano dá um friozinho na barriga porque somos humanos", comentou Selminha. "Minha fantasia é de colombina, que sempre foi meu sonho. Dessa vez consegui realizar", contou.

Beija-Flor abusou do luxo para lembrar do ciclo do ouro em Minas Gerais

À frente da bateria, a rainha Raíssa de Oliveira, há 14 anos na escola, representou a nobreza da corte. "Minha preparação é rezar, fazer uma oração, me benzo e entro com o pé direito", contou ela, na concentração. Além das musas, os ritmistas tiveram companhia de violinistas da orquestra da favela da Maré, que tocaram durante o desfile.

Madrinha da escola, a atriz Cláudia Raia comemorou 30 anos desfilando pela Beija-Flor. "Tenho muito orgulho de ser madrinha dessa escola maravilhosa. Tenho um respeito muito grande pela comunidade de Nilópolis. A organização dessa escola não tem para ninguém. Rumo ao bicampeonato", disse à atriz, sorridente, enquanto posava para fotos com fãs.

Comissão de frente representou o barroco mineiro

No segundo setor, a Beija-Flor abusou do luxo para lembrar do ciclo do ouro em Minas Gerais, sobretudo nas cidades da região de Congonhas de Sabará, atual Nova Lima, terra natal do homenageado.

Em seguida, o desfile da Beija-Flor passou à biografia do marquês de Sapucaí, enfocando sua formação acadêmica com um carro que representava seus estudos na prestigiada Universidade de Coimbra, em Portugal, onde se formou em direito aos 21 anos.

A escola relembrou também a atuação política do homenageado, que ganhou a alcunha de "O Executivo do Império".

Bateria teve apresentação impecável

Encerrando o desfile, a passarela do samba --que é o motivo pelo qual o nome do marquês de Sapucaí ainda é lembrado hoje-- foi homenageada com um carro nas cores da escola, cheio de beija-flores e espelhos, relembrando os momentos marcantes da trajetória da própria agremiação, primeira a ser campeã neste local de desfiles, em 1978, e também maior campeã da Sapucaí, com 11 de seus 13 títulos obtidos nesse palco.

Confira a ordem dos desfiles no primeiro dia na Sapucaí

21h30 - Estácio de Sá
Entre 22h35 e 22h52 - União da Ilha
Entre 23h40 e 0h14 - Beija-Flor
Entre 0h45 e 1h36 - Grande Rio
Entre 1h50 e 2h58 - Mocidade
Entre 2h55 e 4h20 - Unidos da Tijuca

Com informações do UOL, no Rio

Fotos: Julio Silva / André Campos

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Jornalista do jornal O Mossoroense, redator do noticiário matinal “Costa Branca em Notícias”, da Rádio Costa Branca – FM 104,3 de Areia Branca (RN), onde aos domingos apresenta o programa de variedades “Domingão da 104”

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